Pesquisa revela que políticos estão cada vez mais conectados

Um levantamento feito pela agência digital de pesquisa em mída Medialogue, entre junho e setembro de 2011, mediu o nível de interatividade dos 513 deputados federais e 81 senadores. A conclusão foi de que muitos deles ainda estão desconectados. Apenas um terço deles oferece contato por e-mail. Menos de 20% fazem consultas aos eleitores usando enquetes on-line. E só 23% dos senadores atualizam um blog regularmente. Claro que existem as exceções. E muitas delas estão no Paraná. O senador Alvaro Dias (PSDB), por exemplo, aparece como o terceiro no Senado com maior número de seguidores no twitter – 35.958. Logo atrás, com 21.095, vem o senador Roberto Requião (PMDB). Ainda segundo a pesquisa, Dias chega a postar um tweet a cada cinco minutos. Na época da pesquisa, o senador contabilizava quase 50 mil tweets.

Os dois senadores paranaenses também aparecem na lista dos 30 políticos mais influentes, de acordo com o ranking de dezembro. O ranking é feito por uma equipe denominada Los 30 Tuiteros, com membros no México, Espanha, Venezuela, Colombia, Chile, além do Brasil. Entre os membros, figuram advogados, professores e especialistas em comunicação política. Dias, que aparece em 10º lugar e Requião em 12º, são ainda os políticos que mais ficam nesta rede social.

Políticos vão aos poucos se familiarizando com as mídias sociais

Para a consultora política Gil Castillo, a adesão da classe política aos recursos da internet é um processo em evolução. “Temos políticos que utilizam essas ferramentas de comunicação há bastante tempo e com freqüência, enquanto outros ainda não possuem sequer uma página oficial na internet”, diz.

Na Assembleia Legislativa do Paraná e na Câmara Municipal de Curitiba, a maioria dos parlamentares parece já ter se dado conta desta grande ferramenta. O deputado estadual Ney Leprevost foi um deles. No primeiro mandato como deputado, ele conta que tinha certa resistência e dificuldade para se adequar ao mundo virtual. Superado isso, atualmente ele conta com três perfis no Facebook, Orkut e Twitter há mais de dois anos.

“O político que hoje não interage nas redes sociais é quase que um analfabeto hoje. Através das redes sociais recebo reclamações e sugestões, que acabam servindo de base para o trabalho no legislativo. Tive projetos que já surgiram de sugestões de internautas”, conta.

De acordo com o deputado, em outros casos, a internet pode ajudar a medir a opinião da sociedade e auxiliar em questões importantes. A Lei Ficha Limpa do Paraná foi um exemplo, segundo ele. “A opinião popular manifestada no mundo virtual certamente quebrou a resistência de alguns parlamentares para aprovar o projeto”, conta ele, que foi um dos autores.

Além de ser pautado pelos eleitores através das redes sociais, há também quem paute. O vereador Algaci Tulio é um dos exemplos. Com quase 2 mil seguidores, o parlamentar informa diariamente assuntos pertinentes à sessão plenária, comissões permanentes, dentre outros fatos que chegam ao seu conhecimento. “Tenho blog, uma conta no Facebook, o meu site e o Twiter. Tudo ajuda. Boas ideias saem dali e muitas denúncias também.

Nas redes sociais, também podemos esclarecer muita coisa com os internautas e eleitores”, explica o vereador.  “Por exemplo, acabei de receber pelas redes sociais um material sobre inconstitucionalidade na Secretaria de Trânsito. Vamos verificar”, conta Algaci.

Os políticos e sua participação na internet

Os dados da pesquisa feita pela agência digital de pesquisa em mída Medialogue entre junho e setembro de 2011 revelou os seguintes dados sobre a presença dos políticos brasileiros na internet:

  • 55%   dos senadores não publicam projetos e propostas em seu site
  • 22%   dos sites não têm formulário para o eleitor entrar em contato
  •   3%    dos deputados federais informam gastos pessoais em seu site
  • 70%   dos deputados não publicam sua agenda de compromissos
  • 24%   dos deputados respondem emails dos eleitores
  • 14%   dos senadores respondem emails dos eleitores

Vamos acompanhar estes números para ver qual é o real apelo do marketing político digital nas ptóximas campanhas eleitorais.

Fonte: Bem Paraná

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