Como evitar a rejeição das campanha eleitorais nas redes sociais

O brasileiro vive um período de mudanças interessantes. A discussão política tem crescido de forma democrática e interativa.

O termo “petrolão”, por exemplo, figurou nos trending topics do Twitter, esquentando o debate político nas redes sociais.

Se compararmos o engajamento dos usuários em relação à eleição anterior, verificamos que, no passado, a discussão teve proporções bem diferentes e não emergiu com tanta força na internet.

Para quem não tem acompanhado, este ano houve até uma discussão jurídica sobre a proibição do uso do Twitter nas eleições nas campanhas municipais de 2012. Então, no dia 5 de junho de 2012, decidiu-se pela liberação do uso dessa rede social para campanhas políticas.

Com o parecer jurídico, diversos candidatos iniciaram as suas campanhas em páginas no Facebook, no Twitter. Observei, sem uso de ferramentas, algumas iniciativas estranhas.

Por exemplo: um candidato que proíbe a postagem de mensagens de seus seguidores em sua Fan Page. Atitude que demonstra um vício antigo da política analógica, na qual o candidato fala e o eleitor escuta.

Entendendo o posicionamento do eleitorado

Como evitar a rejeição da campanha nas redes sociaisA fim de compreender melhor o cenário, utilizei a ferramenta de busca em redes sociais da eCRM123 e pesquisei por comentários sobre “políticas em redes sociais” no Facebook, no Twitter, no YouTube e em blogs, por três dias.

O objetivo era obter uma pequena amostragem e o resultado foi interessante.

A maioria dos jovens é totalmente contra qualquer iniciativa relacionada à discussão política nas redes sociais. Comentários como: “Eu bloqueio quem faz campanha política no Face” ou “campanha política no Twitter não!”, entre outras mal educadas, foram uma constante.

Uma minoria, mais politizada e com mais idade, defende a discussão e a campanha política desde que seja com moderação e transparência.

Li o depoimento de um desses jovens contrários à presença de campanhas eleitorais nas redes. Segundo ele, sua opinião mudou justamente ao conhecer ações que mostravam o lado positivo do debate político nas mídias sociais. “Se o mesmo pode ser usado para propagar bobagens, poderia ser utilizado para discutir política e melhorar o país”, é o que diz a campanha.

A verdade é que os candidatos necessitam utilizar as redes sociais para fazer campanha política. Pois, mesmo se omitindo, o eleitor irá chamar a discussão para a internet. Prova disso são os perfis “fakes” criados por eleitores a fim de criticarem candidatos que consideram hipócritas.

Mas mesmo aqueles que se preparam com blogs e perfis, ainda precisam trabalhar muito. Apenas registrar ideias de plano de um mandato sem estar apto a discuti-lo não convence o eleitor.

Este é o caso de uma jovem candidata ao cargo de vereadora em São Paulo que teve em seu Twitter e em seu blog uma enxurrada de questionamento sobre seu plano de governo e experiência para exercer o cargo.

Questionamentos feitos, em sua maioria, por pessoas politizadas com opiniões concretas. Basta ler as discussões para apoiar ou não a candidata, dispensando qualquer campanha adicional ou debate político.

Em outra situação, o candidato postou em seu perfil a imagem do opositor junto ao texto de ficha suja. O caso foi à Juízo e o magistrado entendeu como liberdade de expressão, pois, aparentemente, o candidato devia… Sem falar nos políticos que já foram pegos “comprando” seguidores “fakes” no Twitter.

Portanto, na rede social a transparência é eminente, está acima de qualquer requisito.

A situação de quem faz campanha política é muito semelhante à da empresa que tenta gerenciar a marca nas redes sociais. Ambos enfrentam grandes dificuldades em “engajar” seu público alvo e controlar crises. Prova disso é que nosso software de CRM Social é utilizado por alguns candidatos de São Paulo para gerenciar campanhas e se encaixa perfeitamente.

Por este motivo separei algumas dicas que considero interessante e que podem ajudar a obter uma campanha mais democrática e com menos rejeições nas redes sociais. Elas podem ser de grande valia em um eventual segundo turno no seu município.

Respeito

A rede social, ao contrário da televisão, não aceita imposição. As pessoas não querem ser incomodadas por “santinhos virtuais”. Saiba fazer sua proposta chegar, na hora certa, para aqueles que querem ouvir o conteúdo.

Planejamento

Criar páginas no Facebook ou no Twitter sem um planejamento objetivo pode se voltar contra o candidato.

Equipe

Tenha uma equipe preparada e, preferencialmente, experiente em lidar com as redes sociais, pois elas são orgânicas e facilmente podem fugir do controle gerando crises.

Conteúdo

Crie conteúdo relevante. Não estou falando de “santinhos digitais” e sim de canais e formatos que mostrem abertamente o plano de governo e que permitam interatividade democrática e pública.

Engajamento

É a arte de tornar um desconhecido em amigo e um amigo em seu defensor que saberá a quem e como falar a seu favor. Parece simples, mais saiba que grandes marcas investem milhões e não conseguem. Vale frisar que seguidores e fãs não significam engajamento, ao contrário do que dizem…

Ferramentas

Elas facilitarão sua vida e poderão ser uma boa vantagem. Devem possibilitar a criação de conteúdo, interação e monitoramento de várias redes sociais ao mesmo tempo. Devem gerar gráficos e resultados em tempo real, se possível, integradas ao seu site.

A ideia é criar um “painel de controle” geral da campanha. É importante ser multiusuário e online para dar mobilidade e potencializar o resultado.

Pós-campanha

Ganhando ou não, continue ativo nas redes sociais. No mínimo, nas próximas eleições será mais experiente. Obama é um grande exemplo, não só de campanha bem sucedida nas redes sociais, mas também de governo ativo nas redes.

É importante discutirmos a rejeição das campanha eleitorais nas redes sociais para definirmos a maneira mais adequada de usarmos estes canais de comunicação. Mantenha-se atualizado assinando a nossa Newsletter.

Rejeição das campanha eleitorais nas redes sociais
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