É preciso ser verdadeiro nas redes sociais para conseguir conquistar os eleitores

A consultora de marketing político e diretora da Sociedade Brasileira de Profissionais e Pesquisadores de Comunicação e Marketing Político (Politicom), Gil Castilo, considera as redes sociais fundamentais na política, porque permitem estabelecer um diálogo, medir e compreender os sentimentos e os anseios dos cidadãos. Para a consultora, não existe uma fórmula para acertar, mas na rede é preciso ser verdadeiro.

Hoje é fundamental a participação dos políticos nas redes sociais?

Sim, porque vivemos um momento onde a sociedade está mais madura com relação à comunicação digital interativa e mais conectada também. As redes sociais digitais permitem estabelecer um diálogo, medir e compreender os sentimentos, os anseios dos cidadãos e isso é extremamente importante na comunicação política. As pessoas conversam entre si e, até marcas, produtos e serviços interagem com seus consumidores. Com os políticos, que pretendem representar o povo, não poderia ser diferente.

Como as redes devem ser usadas?

Não existe uma fórmula, pois cada um precisa estabelecer uma estratégia de comunicação que contemple a campanha como um todo. Porém, é importante que haja sintonia entre o que é falado, dialogado, e o que as pessoas querem e precisam ouvir e saber. O princípio de ser verdadeiro e fiel à sua imagem, não tentar passar uma imagem irreal e ter atitudes que não conduzam com a personalidade, porque essas atitudes logo caem em descrédito.

Qual é o erro mais comum?

Um grande equívoco é tratar a internet e as plataformas digitais como meios de massa, acreditando que com ações esporádicas e simplesmente oferecendo informação, se constrói uma imagem positiva. Nas redes, as relações se dão através de muitas interações e através de um longo tempo.

No momento, a grande maioria dos nossos representantes políticos ainda tem adotado estratégias de concepção analógica, mesmo que através da internet, ou seja, apenas distribuindo informação. As manifestações expuseram essa falta de sintonia entre cidadãos, os governos e seus representantes. E, de repente, parece que os políticos descobriram que é preciso trabalhar a sua presença digital, através da interação. Exemplos dessa nova maneira de iniciar uma conversa, são os chats realizados por Aécio Neves e Eduardo Campos, após os programas partidários, ou a volta de Dilma às redes sociais.

Há algumas regras a seguir para acertar o tom?

O tom precisa ser humano, de conversação e sempre em consonância com a própria verdade. Cada candidato tem passado, história e personalidade únicas, e é isso que as pessoas esperam ver quando dialogam em rede.

É preciso que o próprio candidato escreva pessoalmente nas redes?

Durante uma campanha, é impossível que o próprio candidato publique suas própria mensagens, principalmente se tratando de uma campanha presidencial, mas é importante que haja alguns momentos especiais de interação, como os próprios candidatos já têm feito.

Por Madalena Romeo no portal O Globo

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