TSE quer criar grupo para monitorar Fake News nas eleições de 2018

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discute a formação de um grupo de trabalho destinado a avaliar, durante as eleições de 2018, as chamadas Fake News, notícias fabricadas e muitas vezes divulgadas sob falsas fachadas de veículos reais, disseminadas na internet.

A prática, que causou muita confusão nas eleições americanas e francesas, acontece em especial nas redes sociais e aplicativos de mensagem como WhatsApp. A preocupação do tribunal é o impacto desse tipo de fraude na definição do voto do eleitor.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta terça-feira (31) que o Exército poderia participar do monitoramento das “fake news” por meio do CCOMGEX – Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército, mas que o assunto é avaliado pela área técnica. O comando é vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia da Força.

Em nota divulgada à imprensa no último dia 25, o TSE informou que houve a decisão de se criar “grupos de trabalho para analisar medidas de segurança a serem adotadas para garantir a liberdade de voto dos eleitores”.

A decisão foi anunciada após uma reunião entre o presidente do TSE, Gilmar Mendes, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional – GSI, Sérgio Etchegoyen.

O tribunal informou na ocasião que deve “fazer convênio com a área de tecnologia do Ministério da Defesa e utilizar outros subsídios para acompanhar o desenrolar do processo”.

Até o momento, contudo, ainda não está definido como seria esse trabalho e que tipo de tecnologia poderia ser utilizado no processo de acompanhamento da disseminação dos textos falsos.

“Por enquanto, ainda não foram divulgados cronograma e nenhuma ação concreta, uma vez que os grupos estão em fase de formação”, informou o tribunal.

O TSE desenvolveu essa linha de preocupação a partir do impacto das “fake news” em campanhas eleitorais recentes de outros países, como EUA e França. Procurado pela reportagem para comentar o assunto, o GSI não havia se manifestado até as 18h.

Fonte: Gazeta do Povo

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